Lula pede a Obama "um olhar de parceria" para a América Latina Eduardo Castro Enviado Especial da EBC
Washington (Estados Unidos) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (14), na embaixada do Brasil em Washington, que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, durante encontro na Casa Branca, um “olhar de parceria” para com os vizinhos do Sul.
Ele destacou que a América Latina vive “um momento único” em termos de experiência com a democracia e de desenvolvimento econômico. Lula anunciou ainda que vai propor, na próxima reunião da Unasul, a criação de um conselho para tratar do tráfico de drogas. “Não podemos mais ser dependentes das ações dos outros”, disse, referindo-se ao aporte dado pelos Estados Unidos à Colômbia.
Logo apó o almoço, Lula conversou com jornalistas latino-americanos, na Embaixada do Brasil em Washington, e confirmou que durante reunião com Obama os temas do continente foram tratados de maneira geral, sem entrar nas especificidades de cada país.
Lula apontou a questão do meio ambiente, clima e biocombustível como sendo o ponto que mais deve trazer benefícios ao Brasil e aos Estados Unidos.
Pela manhã, na Casa Branca, os dois chefes de governo deixaram claro que o caminho a ser perseguido é longo. “Foi o primeiro encontro entre nós”, disse Lula. “Mas estou certo de que é um processo”, afirmou, referindo-se à taxação à qual é submetido o etanol brasileiro ao entrar nos Estados Unidos.
Para Obama, “o Brasil mostra extraordinária liderança no setor de biocombustíveis, mas as coisas não vão mudar do dia para a noite”. O presidente norte-americado afirmou já ter tido um carro flex, mas que desistiu por causa da falta de postos com o combustível nos Estados Unidos. “Isso vai mudar com o tempo também.”
Ao término do encontro com os jornalistas à tarde, Lula disse crer que “muitas das respostas às perguntas feitas hoje vão surgir com negociação e contato, na medida em que a relação com o novo governo norte-americano se aprofunde.”
Durante a reunião na Casa Branca, Obama propôs e Lula aceitou que os dois países criem um grupo de trabalho para discutir as idéias de cada lado antes de levá-las ao encontro do G20 em Londres, no dia 2 de abril. Ambos mostraram-se de acordo com a idéia de fazer da reunião um fórum de decisões sobre maneiras de se superar o grave momento pelo qual passa a economia internacional.
“Divergências são próprias da democracia”, disse o presidente Lula. “São temas delicados, mas a oportunidade é extraordinária para provarmos que somos capazes de lidar com os grandes problemas. O que precisamos, no fundo, é gerar emprego, renda, consumo e desenvolvimento. Estou otimista. Não há saída individual. Elas precisam ser conjuntas.”
Já Barack Obama, na entrevista coletiva após a reunião, reclamou dos jornalistas americanos ao perguntar “de onde havia saído, já que não ouviram nem de mim nem de meus assessores” que haja divergências sérias entre as posições norte-americanas e as européias sobre os temas a tratar e as soluções a apresentar em Londres.
Lula repetiu sua preocupação com a falta de crédito para o comércio. Este foi um dos principais fatores a afetar o Produto Interno do Bruto (PIB) do Brasil no último trimestre do ano passado. A queda, brusca, foi de 3,6%. “É preciso injetar dinheiro novo no mercado” declarou o presidente, que repetiu o tom otimista de outras ocasiões, sem deixar de fazer o alerta. “O Brasil foi o último país a entrar na crise e pode ser o primeiro a sair dela. Não temos problemas no setor financeiro, mas falta crédito, principalmente para as exportações. Se o crédito não voltar a fluir, então a crise pode ser aprofundar.”
Sunday, March 15, 2009
ENCONTRO LULA COM OBAMA 14 DE MARZO 2009 EUA E BRASIL
Encontro de Lula com Obama não muda relações bilaterais, acredita professor da UnB Mylena Fiori Repórter da Agência Brasil
Brasília - O Brasil não deve esperar grandes resultados do encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Barack Obama. Embora o Itamaraty aposte no aprofundamento das relações bilaterais e regionais devido a “afinidades de pensamento” entre os dois líderes, o pragmatismo continuará norteando a política externa norte-americana na avaliação do professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) Virgílio Arraes.“Afinidade dos Estados Unidos só existe com um país, a Inglaterra, por questões culturais. Os norte-americanos têm uma política pragmática, voltada para a definição de alguns interesses e, no caso da América do Sul, é secundária porque não há nenhum governo que dê problemas”, frisa o professor, que acaba de lançar o livro Relações Internacionais, o Desgaste da Nova Ordem Mundial.Mesmo no caso da Venezuela – e das trocas de farpas e insultos entre o presidente Hugo Chávez e o ex-presidente americano George W. Bush – Arraes ressalta que a relação comercial, que é o que interessa aos dois países, é muito boa. Quanto a aliados na América Latina, o Brasil é o grande parceiro comercial, enquanto a Colômbia é o parceiro político no combate ao narcotráfico. O cenário, na avaliação do professor, não mudará na administração de Barack Obama.“A Colômbia é o grande parceiro pois aplica uma diretriz de política externa que o Brasil não se sente à vontade, que é a relativização dos direitos humanos. Para o governo colombiano, qualquer movimento insurgente, a princípio, não tem vinculação com causas sociais. Está associado ao narcotráfico e, conseqüentemente, ao terrorismo”, explica.Com relação às expectativas brasileiras de aprofundamento da relação comercial, o professor é cético. Não acredita na redução do protecionismo, defendida por Lula, e frisa que a abertura do mercado americano para produtos brasileiros não depende do bom relacionamento entre os presidentes – está, sim, não mãos do Congresso dos Estados Unidos. "Se São Paulo quiser vender mais suco de laranja, a bancada da Flórida bloqueia. Se Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul quiserem vender mais aço, os parlamentares do Norte bloqueiam. Lá, o presidente tem menos poderes do que tem o presidente do Brasil nesse sentido”, exemplifica.Também não deve haver grande mudança no relacionamento dos Estados Unidos com outros países latino-americanos, como Cuba e Venezuela, acredita Virgílio Arraes. “Os acordos que foram feitos para que os democratas ganhassem no Colégio Eleitoral já sinalizavam um conservadorismo maior”, afirma, lembrando que, quando pré-candidato, Obama era favorável a abrir negociações com Cuba. Depois de confirmado como candidato do Partido Democrata, precisou manter a intransigência com a ilha de Fidel Castro para conquistar os votos da Flórida.“Ainda que pessoalmente ele [Obama] seja mais progressista, o arco de alianças faz com que ele seja mais conservador”, conclui. O professor não acredita que o Brasil seja capaz de influenciar a postura norte-americana com relação à região – como Lula pretende fazer, de acordo com o chanceler Celso Amorim.“Para Washington, o Brasil é um país bom para dialogar, mas dentro de uma convergência, de uma linha de interesses da diplomacia americana", avalia. "O encontro de Lula com Obama é bom como uma peça de retórica, de propaganda. Mas, de efeitos práticos, não vai mudar nada. Os Estados Unidos não vão ficar menos protecionistas, não vão baixar tarifa de etanol e o Brasil não vai conseguir seu assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas”, conclui.
Brasília - O Brasil não deve esperar grandes resultados do encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Barack Obama. Embora o Itamaraty aposte no aprofundamento das relações bilaterais e regionais devido a “afinidades de pensamento” entre os dois líderes, o pragmatismo continuará norteando a política externa norte-americana na avaliação do professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) Virgílio Arraes.“Afinidade dos Estados Unidos só existe com um país, a Inglaterra, por questões culturais. Os norte-americanos têm uma política pragmática, voltada para a definição de alguns interesses e, no caso da América do Sul, é secundária porque não há nenhum governo que dê problemas”, frisa o professor, que acaba de lançar o livro Relações Internacionais, o Desgaste da Nova Ordem Mundial.Mesmo no caso da Venezuela – e das trocas de farpas e insultos entre o presidente Hugo Chávez e o ex-presidente americano George W. Bush – Arraes ressalta que a relação comercial, que é o que interessa aos dois países, é muito boa. Quanto a aliados na América Latina, o Brasil é o grande parceiro comercial, enquanto a Colômbia é o parceiro político no combate ao narcotráfico. O cenário, na avaliação do professor, não mudará na administração de Barack Obama.“A Colômbia é o grande parceiro pois aplica uma diretriz de política externa que o Brasil não se sente à vontade, que é a relativização dos direitos humanos. Para o governo colombiano, qualquer movimento insurgente, a princípio, não tem vinculação com causas sociais. Está associado ao narcotráfico e, conseqüentemente, ao terrorismo”, explica.Com relação às expectativas brasileiras de aprofundamento da relação comercial, o professor é cético. Não acredita na redução do protecionismo, defendida por Lula, e frisa que a abertura do mercado americano para produtos brasileiros não depende do bom relacionamento entre os presidentes – está, sim, não mãos do Congresso dos Estados Unidos. "Se São Paulo quiser vender mais suco de laranja, a bancada da Flórida bloqueia. Se Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul quiserem vender mais aço, os parlamentares do Norte bloqueiam. Lá, o presidente tem menos poderes do que tem o presidente do Brasil nesse sentido”, exemplifica.Também não deve haver grande mudança no relacionamento dos Estados Unidos com outros países latino-americanos, como Cuba e Venezuela, acredita Virgílio Arraes. “Os acordos que foram feitos para que os democratas ganhassem no Colégio Eleitoral já sinalizavam um conservadorismo maior”, afirma, lembrando que, quando pré-candidato, Obama era favorável a abrir negociações com Cuba. Depois de confirmado como candidato do Partido Democrata, precisou manter a intransigência com a ilha de Fidel Castro para conquistar os votos da Flórida.“Ainda que pessoalmente ele [Obama] seja mais progressista, o arco de alianças faz com que ele seja mais conservador”, conclui. O professor não acredita que o Brasil seja capaz de influenciar a postura norte-americana com relação à região – como Lula pretende fazer, de acordo com o chanceler Celso Amorim.“Para Washington, o Brasil é um país bom para dialogar, mas dentro de uma convergência, de uma linha de interesses da diplomacia americana", avalia. "O encontro de Lula com Obama é bom como uma peça de retórica, de propaganda. Mas, de efeitos práticos, não vai mudar nada. Os Estados Unidos não vão ficar menos protecionistas, não vão baixar tarifa de etanol e o Brasil não vai conseguir seu assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas”, conclui.
Sunday, March 8, 2009
EL FUTURO DE LOS EMERGENTES
PREVISÕES - HSBC vê Brasil, China e Índia com um "futuro econômico brilhante"A crise abriu um novo capítulo na história econômica e colocou três países como as novas máquinas do mundo: Brasil, Índia e China.
No meio do caos traçado pelo HSBC, somente essas nações aparecem como candidatas a um "futuro brilhante", afirmou o estrategista-chefe do HSBC, David Bloom, em Londres. "Estamos no meio de um incêndio na floresta, com muita fumaça e sem conseguir respirar", disse Bloom. "Mas, se olharmos para as montanhas, veremos beleza, pássaros e árvores, lá nós podemos ver o Brasil, a Índia e a China", afirma. Ou seja, para ele, o caminho é perigoso, mas as perspectivas são boas para países com população jovem e economia dinâmica. Bloom compara o momento atual com o final da Segunda Guerra Mundial, quando as nações do G-10 emergiram como potências. Só que agora, a vez é dos BIC - sem o "R" porque os problemas enfrentados pela Rússia, como fuga de capital e desvalorização da moeda, tornam sua jornada mais difícil. Outra mudança importante é que a crise tornou o conceito de emergentes "irrelevante", acredita o estrategista. No passado de liquidez, todos os ativos dessas nações se valorizaram, com pouca distinção entre eles. Agora, não é mais possível adotar o mesmo tratamento para países do leste europeu, Ásia e América Latina, pois as diferenças mesmo dentro de cada região são grandes. "A crise criou uma sofisticação, não deveríamos mais falar em emergentes." Para o economista-chefe do HSBC, Stephen King, o aumento do poder de países em desenvolvimento fica evidente no momento atual com a proximidade da reunião do G-20, marcada para 2 de abril, em Londres. "O importante é que os países conversem entre si e sejam construtivos para manter o comércio e o sistema financeiro abertos", afirma. Ele acredita que esta é a solução para a crise, algo desafiador em meio a tantos pacotes de resgates mundo afora. Para Bloom, os pacotes de socorro para os bancos podem trazer uma forma de protecionismo, que seria uma consequência preocupante. Isso porque os governos passaram a ter papel de comando em algumas instituições, com poder para definir inclusive o tipo de empréstimo a ser concedido. "Imagine que eu quero um financiamento para comprar uma usina de etanol no Brasil. Os contribuintes (do Reino Unido) devem me dar esse dinheiro?", questiona. O governo pode avaliar que a função de um banco nacionalizado é ajudar os negócios dentro do próprio país. King acredita que o G-20 deveria discutir o funcionamento da política monetária, que mesmo com metas de inflação não funcionou de maneira apropriada para conter a expansão do crédito. Ao elevar os juros, o país acaba atraindo capital externo, que entra no sistema bancário e permite que as instituições financeiras emprestem mais livremente.
No meio do caos traçado pelo HSBC, somente essas nações aparecem como candidatas a um "futuro brilhante", afirmou o estrategista-chefe do HSBC, David Bloom, em Londres. "Estamos no meio de um incêndio na floresta, com muita fumaça e sem conseguir respirar", disse Bloom. "Mas, se olharmos para as montanhas, veremos beleza, pássaros e árvores, lá nós podemos ver o Brasil, a Índia e a China", afirma. Ou seja, para ele, o caminho é perigoso, mas as perspectivas são boas para países com população jovem e economia dinâmica. Bloom compara o momento atual com o final da Segunda Guerra Mundial, quando as nações do G-10 emergiram como potências. Só que agora, a vez é dos BIC - sem o "R" porque os problemas enfrentados pela Rússia, como fuga de capital e desvalorização da moeda, tornam sua jornada mais difícil. Outra mudança importante é que a crise tornou o conceito de emergentes "irrelevante", acredita o estrategista. No passado de liquidez, todos os ativos dessas nações se valorizaram, com pouca distinção entre eles. Agora, não é mais possível adotar o mesmo tratamento para países do leste europeu, Ásia e América Latina, pois as diferenças mesmo dentro de cada região são grandes. "A crise criou uma sofisticação, não deveríamos mais falar em emergentes." Para o economista-chefe do HSBC, Stephen King, o aumento do poder de países em desenvolvimento fica evidente no momento atual com a proximidade da reunião do G-20, marcada para 2 de abril, em Londres. "O importante é que os países conversem entre si e sejam construtivos para manter o comércio e o sistema financeiro abertos", afirma. Ele acredita que esta é a solução para a crise, algo desafiador em meio a tantos pacotes de resgates mundo afora. Para Bloom, os pacotes de socorro para os bancos podem trazer uma forma de protecionismo, que seria uma consequência preocupante. Isso porque os governos passaram a ter papel de comando em algumas instituições, com poder para definir inclusive o tipo de empréstimo a ser concedido. "Imagine que eu quero um financiamento para comprar uma usina de etanol no Brasil. Os contribuintes (do Reino Unido) devem me dar esse dinheiro?", questiona. O governo pode avaliar que a função de um banco nacionalizado é ajudar os negócios dentro do próprio país. King acredita que o G-20 deveria discutir o funcionamento da política monetária, que mesmo com metas de inflação não funcionou de maneira apropriada para conter a expansão do crédito. Ao elevar os juros, o país acaba atraindo capital externo, que entra no sistema bancário e permite que as instituições financeiras emprestem mais livremente.
Sunday, March 1, 2009
CHINA Y VENEZUELA
China y Venezuela aprueban convenio sobre el Fondo de Financiamiento Conjunto
En la Gaceta Oficial del pasado jueves 18 de Septiembre de 2008, se publicó la Ley aprobatoria del Convenio entre la República Bolivariana de Venezuela y la República Popular China sobre el fondo de financiamiento conjunto, suscrito en la ciudad de Caracas el 9 de mayo de 2008 (el Convenio).
APROBADO CONVENIO ENTRE LA REPÚBLICA BOLIVARIANA DE
VENEZUELA Y LA REPÚBLICA POPULAR CHINA SOBRE EL FONDO DE
FINANCIAMIENTO CONJUNTO
En la Gaceta Oficial del pasado jueves 18 de Septiembre de 2008, se publicó la Ley aprobatoria del Convenio entre la República Bolivariana de Venezuela y la República Popular China sobre el fondo de financiamiento conjunto, suscrito en la ciudad de Caracas el 9 de mayo de
2008 (el Convenio). Objeto El Convenio contempla la creación de un fondo de financiación conjunta, con el objeto de financiar en Venezuela proyectos de desarrollo económico y
social en áreas como infraestructura, industria, agricultura, minería, energía, tecnología y asistencia técnica, entre otras, sobre la base de los principios de igualdad, consultas recíprocas, respeto mutuo de la soberanía y reciprocidad de ventajas.
Órganos designados por las partes Los órganos designados por las partes
para que realicen la cooperación financiera son el Banco de Desarrollo Económico y Social de la República Bolivariana de Venezuela y el Banco de Desarrollo de la República Popular de China.
Recursos y funcionamiento Los recursos destinados al fondo de financiamiento conjunto, estarán
conformados por un préstamo por la cantidad de US$ 4.000.000.000 que otorgará el Banco de Desarrollo de China al Banco de Desarrollo Económico y Social de Venezuela. Adicionalmente
el Fondo de Desarrollo Nacional de la República Bolivariana de Venezuela aportará como inversión otros US$ 2.000.000.000. Las Partes asegurarán que la constitución del Fondo Conjunto Chino-Venezolano cumpla con las leyes de sus respectivos países y garantizarán el
óptimo funcionamiento del mismo de conformidad con dichas leyes. Posibles controversias
Las partes acuerdan que las dudas o controversias que pudieran surgir con motivo del presente convenio serán resueltas de manera amistosa, mediante negociaciones y consultas por vía diplomática. Denuncias Cualquiera de las partes podrá denunciar por vía diplomática el
presente convenio, dicha denunciasurtirá efecto a los 3 meses luego derecibida la comunicación y no afectará la ejecución de los proyectos y contratos suscritos en el marco del presente instrumento Vigencia El presente convenio entrará en vigencia en la fecha en que se reciba la
última comunicación entre las partes notificándose del cumplimiento de sus respectivos requisitos legales internos para tal fin. Reporte Legal Septiembre, 2008/ Nº 6
Duración
El convenio tendrá una duración de tres (3) años prorrogables por períodos iguales, salvo que una de las partes notifique a la otra su intención de no hacerlo con al menos tres (3) meses de
antelación.
En la Gaceta Oficial del pasado jueves 18 de Septiembre de 2008, se publicó la Ley aprobatoria del Convenio entre la República Bolivariana de Venezuela y la República Popular China sobre el fondo de financiamiento conjunto, suscrito en la ciudad de Caracas el 9 de mayo de 2008 (el Convenio).
APROBADO CONVENIO ENTRE LA REPÚBLICA BOLIVARIANA DE
VENEZUELA Y LA REPÚBLICA POPULAR CHINA SOBRE EL FONDO DE
FINANCIAMIENTO CONJUNTO
En la Gaceta Oficial del pasado jueves 18 de Septiembre de 2008, se publicó la Ley aprobatoria del Convenio entre la República Bolivariana de Venezuela y la República Popular China sobre el fondo de financiamiento conjunto, suscrito en la ciudad de Caracas el 9 de mayo de
2008 (el Convenio). Objeto El Convenio contempla la creación de un fondo de financiación conjunta, con el objeto de financiar en Venezuela proyectos de desarrollo económico y
social en áreas como infraestructura, industria, agricultura, minería, energía, tecnología y asistencia técnica, entre otras, sobre la base de los principios de igualdad, consultas recíprocas, respeto mutuo de la soberanía y reciprocidad de ventajas.
Órganos designados por las partes Los órganos designados por las partes
para que realicen la cooperación financiera son el Banco de Desarrollo Económico y Social de la República Bolivariana de Venezuela y el Banco de Desarrollo de la República Popular de China.
Recursos y funcionamiento Los recursos destinados al fondo de financiamiento conjunto, estarán
conformados por un préstamo por la cantidad de US$ 4.000.000.000 que otorgará el Banco de Desarrollo de China al Banco de Desarrollo Económico y Social de Venezuela. Adicionalmente
el Fondo de Desarrollo Nacional de la República Bolivariana de Venezuela aportará como inversión otros US$ 2.000.000.000. Las Partes asegurarán que la constitución del Fondo Conjunto Chino-Venezolano cumpla con las leyes de sus respectivos países y garantizarán el
óptimo funcionamiento del mismo de conformidad con dichas leyes. Posibles controversias
Las partes acuerdan que las dudas o controversias que pudieran surgir con motivo del presente convenio serán resueltas de manera amistosa, mediante negociaciones y consultas por vía diplomática. Denuncias Cualquiera de las partes podrá denunciar por vía diplomática el
presente convenio, dicha denunciasurtirá efecto a los 3 meses luego derecibida la comunicación y no afectará la ejecución de los proyectos y contratos suscritos en el marco del presente instrumento Vigencia El presente convenio entrará en vigencia en la fecha en que se reciba la
última comunicación entre las partes notificándose del cumplimiento de sus respectivos requisitos legales internos para tal fin. Reporte Legal Septiembre, 2008/ Nº 6
Duración
El convenio tendrá una duración de tres (3) años prorrogables por períodos iguales, salvo que una de las partes notifique a la otra su intención de no hacerlo con al menos tres (3) meses de
antelación.
Tuesday, February 24, 2009
REFORMA DO FMI
G-20 e REFORMA DO FMI
G20 pede reforma profunda do Fundo Monetário e do Banco Mundial Vinicius Konchinski Repórter da Agência Brasil Valter Campanato/ABr São Paulo - O secretário de Finanças do Tesouro do Reino Unido, Stephen Timms, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o ministro das Finanças da África do Sul, Trevor Manuel, durante entrevista coletiva sobre a reunião do G20, que engloba as maiores economias do mundoSão Paulo - Ministros da área econômica e presidentes de bancos centrais das maiores economias do mundo reconheceram, em comunicado divulgado hoje (9), a necessidade de reformas profundas do Fundo Monetário Nacional (FMI) e do Banco Mundial. No documento final do encontro do G20 realizado em São Paulo, eles informaram que é necessário que essas instituições ajam de forma mais adequada à realidade econômica mundial e estejam mais preparadas para os desafios do futuro. “Nós enfatizamos nosso comprometimento com a profunda reforma das instituições de Bretton Woods para aumentar sua legitimidade e efetividade”, afirmaram, em texto assinado por todos os representantes dos 19 países presentes e a União Européia. A Conferência de Bretton Woods, realizada em 1940 e foi a primeira reunião de países para a definição de uma ordem financeira e monetária global. Nela, foram criados o FMI e Banco Mundial, além do Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento (Bird). O comunicado diz ainda que todas essas instituições devem ter papel importante na estabilização do mercado internacional. Porém, para que isso aconteça, precisam passar por adequações. Do documento, consta ainda a sugestão de que o FMI faça a supervisão dos fundamentos econômicos dos países para, desta forma, evitar novas crises como a atual.
G20 pede reforma profunda do Fundo Monetário e do Banco Mundial Vinicius Konchinski Repórter da Agência Brasil Valter Campanato/ABr São Paulo - O secretário de Finanças do Tesouro do Reino Unido, Stephen Timms, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o ministro das Finanças da África do Sul, Trevor Manuel, durante entrevista coletiva sobre a reunião do G20, que engloba as maiores economias do mundoSão Paulo - Ministros da área econômica e presidentes de bancos centrais das maiores economias do mundo reconheceram, em comunicado divulgado hoje (9), a necessidade de reformas profundas do Fundo Monetário Nacional (FMI) e do Banco Mundial. No documento final do encontro do G20 realizado em São Paulo, eles informaram que é necessário que essas instituições ajam de forma mais adequada à realidade econômica mundial e estejam mais preparadas para os desafios do futuro. “Nós enfatizamos nosso comprometimento com a profunda reforma das instituições de Bretton Woods para aumentar sua legitimidade e efetividade”, afirmaram, em texto assinado por todos os representantes dos 19 países presentes e a União Européia. A Conferência de Bretton Woods, realizada em 1940 e foi a primeira reunião de países para a definição de uma ordem financeira e monetária global. Nela, foram criados o FMI e Banco Mundial, além do Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento (Bird). O comunicado diz ainda que todas essas instituições devem ter papel importante na estabilização do mercado internacional. Porém, para que isso aconteça, precisam passar por adequações. Do documento, consta ainda a sugestão de que o FMI faça a supervisão dos fundamentos econômicos dos países para, desta forma, evitar novas crises como a atual.
Monday, February 23, 2009
CRISE EUA
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA
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A economia americana encontra-se em recessão desde dezembro de 2007, segundo o Nber (Escritório Nacional de Pesquisa Econômica, na sigla em inglês). Em mais de um ano de crise, a economia americana recebeu um pacote de US$ 700 bilhões no ano passado e a atual administração, do presidente Barack Obama, já conseguiu aprovação dos deputados em Washington para mais um, de US$ 819 bilhões. A situação em que o país se encontra, com queda do PIB (Produto Interno Bruto) e números do mercado de trabalho típicos de períodos de recessão, tem suas raízes no mercado imobiliário norte-americano.
Em março de 2001, o Nber avaliou que a economia americana havia entrado em recessão, na esteira do estouro da bolha das empresas "pontocom". O Federal Reserve (Fed, o BC americano) iniciou uma sequência de cortes de juros que levou a taxa a 1% ao ano em junho de 2003 (e na qual permaneceu até junho de 2004). Com juros baixos, a economia recebeu o impulso que precisava para sair da recessão. Um ano de juros baixos foi o suficiente para estimular o mercado imobiliário americano, além de elevar o consumo e a circulação de crédito de modo geral. Em 2005, o "boom" no mercado imobiliário já estava avançado.
Com juros baixos, as companhias hipotecárias passaram a explorar o segmento de clientes "subprime" --que contém um risco maior que o de clientes com classificação melhor de crédito, mas compensado por taxas de retorno mais altas.
Os papéis de dívidas hipotecárias atraíram gestores de fundos e bancos. Essas instituições compraram esses títulos hipotecários "subprime" e permitiram que uma nova quantia em dinheiro fosse emprestada, antes mesmo do primeiro empréstimo ser pago. Um outro gestor, interessado no alto retorno envolvido com esse tipo de papel, comprou o título adquirido pelo primeiro, e assim por diante, gerou uma cadeia de venda de títulos. Declínio ......
Em 2006, o mercado imobiliário já dava sinais de saturação, com preços e estoques altos de casas, ao lado de uma taxa de juros que vinha subindo desde junho de 2004, chegando a 5,25%. Com os juros mais altos, as correções nos contratos de hipotecas dificultaram os pagamentos de prestações, e a consequência foi o aumento da inadimplência.
Com isso, as instituições financeiras, que compraram os títulos hipotecários ""subprime" e os revenderam sob a forma de derivativos, também começaram a ter problemas. Se a ponta (o tomador) não consegue pagar sua dívida inicial, ele dá início a um ciclo de não-recebimento por parte dos compradores dos títulos. O resultado: todo o mercado passa a ter medo de emprestar e comprar os "subprime", o que termina por gerar uma crise de liquidez (retração de crédito).
Derivativos são papéis que tem, seu valor derivado de outros ativos, com a finalidade de assumir, limitar ou transferir riscos. São instrumentos financeiros considerados de risco, uma vez que a avaliação de seus valores e das consequências de seu uso generalizado é muito complexa em um mercado financeiro cada vez mais globalizado.
Em 2007, o setor financeiro sofreu o primeiro golpe, quando o aumento da inadimplência nas hipotecas "subprime" aumentou o risco embutido nos derivativos lastreados nesses papéis de dívida. O banco francês BNP Paribas Investment Partners --divisão do banco francês BNP Paribas-- congelou, em agosto daquele ano, resgates em três fundos, alegando dificuldades de avaliar os valores dos investimentos ligados a essas hipotecas de risco.
Quebras e prejuízos
Com esse primeiro sinal de problemas, a reação foi a mesma de todas as crises que envolvem o mercado financeiro: pânico. Primeiro foram algumas gigantes do setor hipotecário, como a American Home Mortgage (AHM): uma das 10 maiores empresa do setor de crédito imobiliário e hipotecas dos EUA, a empresa teve de pedir concordata. A Countrywide Financial, outra gigante do setor, teve de ser comprada pelo Bank of America.
Das empresas hipotecárias, a crise passou para os bancos. O marco inicial da onda de pânico que conduziu a esses resultados foi a quebra do Lehman Brothers, em setembro do ano passado. Desde então, alguns dos principais grupos financeiros não só dos EUA, mas do mundo todo, que já vinham sentindo os abalos da crise, entraram em um ritmo acelerado de perdas.
O Citigroup, uma das instituições mais abaladas, anunciou no último dia 16 uma reestruturação em que irá se dividir em duas unidades --além de prejuízos de US$ 8,29 bilhões no quarto trimestre e de US$ 18,72 bilhões em 2008. O Citi ainda recebeu uma garantia de US$ 301 bilhões para cobrir eventuais perdas acarretadas pela crise.
O Bank of America, no ano passado como um todo, lucrou US$ 4,01 bilhões, valor 73,23% menor que o de 2007; no quarto trimestre, no entanto, o banco teve um prejuízo de US$ 1,79 bilhão. O Wells Fargo, um dos bancos que vinha conseguindo evitar perdas mais graves, teve um prejuízo de US$ 2,83 bilhões no quarto trimestre de 2008 --resultado que, segundo o banco, se deveu aos custos referentes à compra do rival Wachovia.
Consequências
A crise provocada pelo problema que começou no mercado imobiliário e que se infiltrou no sistema financeiro acabou por se espalhar para todos os setores da economia, como reconheceu a chefe do Conselho de Consultores Econômicos da Casa Branca, Christina Romer, na sexta-feira (30) --dia em que o Departamento do Comércio informou que o PIB americano caiu 3,8% no trimestre passado. Foi o pior desempenho trimestral desde o período de janeiro a março de 1982, quando a economia caiu mais de 6% --á época, como agora, o país estava em uma recessão.
A crise, e o risco para o sistema bancário que ela representava, levou o governo americano a propor um pacote de US$ 700 bilhões --aprovado em outubro do ano passado. O pacote iria ajudar os bancos com balanços comprometidos pelo peso dos derivativos lastreados nas hipotecas "subprime", mas acabou tendo seu alcance ampliado para ajudar bancos mais saudáveis, empresas mais ligadas ao crédito ao consumidor e até as montadoras do país.
O setor automobilístico vive uma situação problemática que é consequência direta da crise de crédito resultante dos problemas com hipotecas "subprime". A General Motors e a Chrysler, com quedas nas vendas devido às dificuldades dos compradores em obter financiamento, precisaram de ajuda do governo para fechar suas contas --a ajuda veio na forma de um pacote de pouco mais de US$ 17 bilhões, com recursos do pacote de outubro.
O mercado de trabalho também sofre uma contração, nos EUA e além, causada pela crise de crédito originada nos problemas do mercado imobiliário. A taxa de desemprego nos EUA fechou 2008 em 7,2%, pior nível desde 1993. O número de desempregados no país no ano passado chegou a 2,6 milhões, maior desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945.
O novo pacote, de US$ 819 bilhões, será usado, segundo o presidente Obama, para obras de infraestrutura e geração de cerca de três milhões de empregos, entre outras coisas. Ele disse que a recuperação da economia do país "levará anos, e não meses".
O Fed, por sua vez, prevê que "uma recuperação gradual na atividade econômica deve começar mais à frente neste ano, mas os riscos de baixa para esse cenário são significativos".
Especial
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A economia americana encontra-se em recessão desde dezembro de 2007, segundo o Nber (Escritório Nacional de Pesquisa Econômica, na sigla em inglês). Em mais de um ano de crise, a economia americana recebeu um pacote de US$ 700 bilhões no ano passado e a atual administração, do presidente Barack Obama, já conseguiu aprovação dos deputados em Washington para mais um, de US$ 819 bilhões. A situação em que o país se encontra, com queda do PIB (Produto Interno Bruto) e números do mercado de trabalho típicos de períodos de recessão, tem suas raízes no mercado imobiliário norte-americano.
Em março de 2001, o Nber avaliou que a economia americana havia entrado em recessão, na esteira do estouro da bolha das empresas "pontocom". O Federal Reserve (Fed, o BC americano) iniciou uma sequência de cortes de juros que levou a taxa a 1% ao ano em junho de 2003 (e na qual permaneceu até junho de 2004). Com juros baixos, a economia recebeu o impulso que precisava para sair da recessão. Um ano de juros baixos foi o suficiente para estimular o mercado imobiliário americano, além de elevar o consumo e a circulação de crédito de modo geral. Em 2005, o "boom" no mercado imobiliário já estava avançado.
Com juros baixos, as companhias hipotecárias passaram a explorar o segmento de clientes "subprime" --que contém um risco maior que o de clientes com classificação melhor de crédito, mas compensado por taxas de retorno mais altas.
Os papéis de dívidas hipotecárias atraíram gestores de fundos e bancos. Essas instituições compraram esses títulos hipotecários "subprime" e permitiram que uma nova quantia em dinheiro fosse emprestada, antes mesmo do primeiro empréstimo ser pago. Um outro gestor, interessado no alto retorno envolvido com esse tipo de papel, comprou o título adquirido pelo primeiro, e assim por diante, gerou uma cadeia de venda de títulos. Declínio ......
Em 2006, o mercado imobiliário já dava sinais de saturação, com preços e estoques altos de casas, ao lado de uma taxa de juros que vinha subindo desde junho de 2004, chegando a 5,25%. Com os juros mais altos, as correções nos contratos de hipotecas dificultaram os pagamentos de prestações, e a consequência foi o aumento da inadimplência.
Com isso, as instituições financeiras, que compraram os títulos hipotecários ""subprime" e os revenderam sob a forma de derivativos, também começaram a ter problemas. Se a ponta (o tomador) não consegue pagar sua dívida inicial, ele dá início a um ciclo de não-recebimento por parte dos compradores dos títulos. O resultado: todo o mercado passa a ter medo de emprestar e comprar os "subprime", o que termina por gerar uma crise de liquidez (retração de crédito).
Derivativos são papéis que tem, seu valor derivado de outros ativos, com a finalidade de assumir, limitar ou transferir riscos. São instrumentos financeiros considerados de risco, uma vez que a avaliação de seus valores e das consequências de seu uso generalizado é muito complexa em um mercado financeiro cada vez mais globalizado.
Em 2007, o setor financeiro sofreu o primeiro golpe, quando o aumento da inadimplência nas hipotecas "subprime" aumentou o risco embutido nos derivativos lastreados nesses papéis de dívida. O banco francês BNP Paribas Investment Partners --divisão do banco francês BNP Paribas-- congelou, em agosto daquele ano, resgates em três fundos, alegando dificuldades de avaliar os valores dos investimentos ligados a essas hipotecas de risco.
Quebras e prejuízos
Com esse primeiro sinal de problemas, a reação foi a mesma de todas as crises que envolvem o mercado financeiro: pânico. Primeiro foram algumas gigantes do setor hipotecário, como a American Home Mortgage (AHM): uma das 10 maiores empresa do setor de crédito imobiliário e hipotecas dos EUA, a empresa teve de pedir concordata. A Countrywide Financial, outra gigante do setor, teve de ser comprada pelo Bank of America.
Das empresas hipotecárias, a crise passou para os bancos. O marco inicial da onda de pânico que conduziu a esses resultados foi a quebra do Lehman Brothers, em setembro do ano passado. Desde então, alguns dos principais grupos financeiros não só dos EUA, mas do mundo todo, que já vinham sentindo os abalos da crise, entraram em um ritmo acelerado de perdas.
O Citigroup, uma das instituições mais abaladas, anunciou no último dia 16 uma reestruturação em que irá se dividir em duas unidades --além de prejuízos de US$ 8,29 bilhões no quarto trimestre e de US$ 18,72 bilhões em 2008. O Citi ainda recebeu uma garantia de US$ 301 bilhões para cobrir eventuais perdas acarretadas pela crise.
O Bank of America, no ano passado como um todo, lucrou US$ 4,01 bilhões, valor 73,23% menor que o de 2007; no quarto trimestre, no entanto, o banco teve um prejuízo de US$ 1,79 bilhão. O Wells Fargo, um dos bancos que vinha conseguindo evitar perdas mais graves, teve um prejuízo de US$ 2,83 bilhões no quarto trimestre de 2008 --resultado que, segundo o banco, se deveu aos custos referentes à compra do rival Wachovia.
Consequências
A crise provocada pelo problema que começou no mercado imobiliário e que se infiltrou no sistema financeiro acabou por se espalhar para todos os setores da economia, como reconheceu a chefe do Conselho de Consultores Econômicos da Casa Branca, Christina Romer, na sexta-feira (30) --dia em que o Departamento do Comércio informou que o PIB americano caiu 3,8% no trimestre passado. Foi o pior desempenho trimestral desde o período de janeiro a março de 1982, quando a economia caiu mais de 6% --á época, como agora, o país estava em uma recessão.
A crise, e o risco para o sistema bancário que ela representava, levou o governo americano a propor um pacote de US$ 700 bilhões --aprovado em outubro do ano passado. O pacote iria ajudar os bancos com balanços comprometidos pelo peso dos derivativos lastreados nas hipotecas "subprime", mas acabou tendo seu alcance ampliado para ajudar bancos mais saudáveis, empresas mais ligadas ao crédito ao consumidor e até as montadoras do país.
O setor automobilístico vive uma situação problemática que é consequência direta da crise de crédito resultante dos problemas com hipotecas "subprime". A General Motors e a Chrysler, com quedas nas vendas devido às dificuldades dos compradores em obter financiamento, precisaram de ajuda do governo para fechar suas contas --a ajuda veio na forma de um pacote de pouco mais de US$ 17 bilhões, com recursos do pacote de outubro.
O mercado de trabalho também sofre uma contração, nos EUA e além, causada pela crise de crédito originada nos problemas do mercado imobiliário. A taxa de desemprego nos EUA fechou 2008 em 7,2%, pior nível desde 1993. O número de desempregados no país no ano passado chegou a 2,6 milhões, maior desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945.
O novo pacote, de US$ 819 bilhões, será usado, segundo o presidente Obama, para obras de infraestrutura e geração de cerca de três milhões de empregos, entre outras coisas. Ele disse que a recuperação da economia do país "levará anos, e não meses".
O Fed, por sua vez, prevê que "uma recuperação gradual na atividade econômica deve começar mais à frente neste ano, mas os riscos de baixa para esse cenário são significativos".
Especial
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